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Concursos 2016

Também este ano participámos em alguns concursos e mais uma vez obtivemos bons resultados.

No Concurso “Uma Aventura Literária 2016”, o Afonso Ferreira o Miguel Pereira e o Francisco Carvalho do 4.º Ano C obtiveram a Medalha de Bronze em ex-aequo nas Olimpíadas de História. Na modalidade de Crítica Literária o Afonso Soares Franco do 2.º Ano B obteve o 1.º Prémio em ex-aequo e a Maria Clara Lucas Pires do 1.º Ano A obteve o Prémio Especial do Júri na Modalidade de Desenho.

No Concurso “Um Conto que Contas”, organizado pela Sociedade Portuguesa de Matemática, o Rodrigo Mamede do 3.º Ano A foi o 1.º Classificado e o Manuel Lacerda da mesma turma foi o 2.º classificado na Categoria A1.

 

 

 

 

Um dia no Jardim Zoológico

Estava um dia lindo! O sol brilhava no céu como um enorme círculo amarelo, cujos raios atingiam toda a Terra.

Partimos no comboio da manhã: vários pares de rodas, circunferências cujos raios esfomeados devoravam duas retas paralelas, feitas de ferro, sem sequer conseguir ver-lhes o fim.

Faltaria muito para chegar? Parecia que tínhamos andado já muitos quilómetros e afinal ainda havia mais cinquenta mil metros para percorrer. Felizmente o comboio era rápido e em meia hora, ou seja, em trinta minutos, chegámos ao destino. A receber os visitantes, duas grandes torres cilíndricas com pequenas janelas quadradas, e no cimo de cada uma, metade de uma esfera a fazer de telhado; a entrada é feita por um grande portão de ferro, onde se pode ler a data da inauguração, em numeração romana: MDCCCLXXXIV. Então o Jardim Zoológico já tem tantos anos! 2016 menos 1884: são 132 anos! Toca a ir comprar os bilhetes! Cada criança paga catorze euros e cada adulto dezanove euros e cinquenta cêntimos. Quem faz as contas? Dois vezes catorze mais dois vezes dezanove vírgula cinco é igual a ... sessenta e sete euros! Três notas de vinte, uma de cinco e duas moedas de um euro; aqui está. Vamos entrar! Ah, e um mapa para sabermos sempre onde estamos!

Olhei para o papel que tinha nas mãos: colorido, com desenhos de animais e muitas linhas que se cruzavam em todas as direções: na vertical, na horizontal e até mesmo oblíquas! Eram as ruas por onde devíamos seguir. Mas que espaço tão agradável! Tantas árvores, tantas flores, e bancos para descansarmos – uns retangulares, outros sem forma definida, talhados na pedra.

Agora era tempo de começar a visitar os animais: as cobras e os lagartos no reptilário, parecia que estavam dentro de cubos de vidro; gaiolas gigantes com barras de ferro paralelas guardavam muitas aves, pequeninas ou enormes que esvoaçavam felizes por terem à sua volta tantos pares de olhos curiosos.

Na aldeia dos macacos, em forma de grande círculo, pequenas casas com telhados triangulares rodeavam um torreão cilíndrico com um cone no cimo. Dezenas de macacos faziam piruetas que encantavam os visitantes. Um leão preguiçoso dormitava estendido sobre um poleiro feito de troncos cilíndricos, todos muito bem alinhados formando um estrado retangular. E as girafas, de pescoço tão comprido, que altura terão? Talvez uns quatro metros, ou mais; até acho que podem chegar aos quinhentos centímetros! Mas porquê falar da altura da girafa se um pouco mais à frente encontramos o elefante, que pesa umas seis ou sete toneladas? É verdade, sete mil quilos.

 “E os golfinhos? Quando vamos ver os golfinhos?”

O horário anunciava que o espetáculo ia começar às doze horas e cinco minutos; olhei para o relógio; VIVA! Eram onze e cinquenta e cinco! Só faltavam dez minutos! Como tínhamos sede, fomos comprar umas garrafas de água. Bebemos tudo de um só fôlego: trinta e três centilitros de água fresquinha! Pus-me a pensar: quantas garrafas seriam precisas para encher o enorme tanque dos golfinhos? Seriam mil? Cem mil? Ou um milhão? Sim, porque o tanque deve levar muitos, muitos litros!

Tanto entusiasmo deixou-nos com fome! Fomos almoçar. O que havia de ser? Nada melhor que uma piza! Primeiro, um corte a meio, tal e qual como um diâmetro num círculo bem saboroso. Depois, mais uns golpes, como se fossem raios, e aí estão as deliciosas fatias prontinhas a comer! Como sobremesa, uma fresquinha bola de gelado em cima de um cone de bolacha estaladiça. E querem saber o que aconteceu? Por ser o centésimo cliente do dia na gelataria, ganhei uma bola de gelado grátis!!!

Depois do almoço era altura de ir brincar um bocadinho. Seguimos para o parque de diversões onde andámos no carrossel, tão divertido, sempre a andar em círculo!

Um pouco mais à frente, uma placa retangular anunciava o Bosque Encantado. Fomos até lá. Muito do que lá se encontra foi feito a partir de embalagens recicladas – 16 toneladas de embalagens! O equivalente ao peso de dois elefantes, estava lá escrito!

Claro que também quisemos andar no teleférico; além de ser muito divertido, pode ver-se tudo desde cima, num percurso em forma de triângulo, que atravessa todo o jardim zoológico.

Para terminar, antes de ir embora, ainda fomos andar no pequeno comboio que circula pelas ruas principais do zoo para apreciar mais uma vez a beleza de tantos animais e plantas que aqui vivem.

Que pena, está na hora de ir embora; depois de sair, pensámos: é bem grande, o Jardim Zoológico! Qual será a sua área? Não nos lembrámos de perguntar, mas são de certeza muitos metros quadrados. 

Voltámos para casa bem contentes por termos passado um dia tão divertido no jardim zoológico!

 

Família Lacerda

 

 Manuel Lacerda

Um dia no Jardim Zoológico

 

Num solarengo domingo de abril, a família Santos decidiu ir passar o dia ao Jardim Zoológico. Os Santos eram o Pai, Alfredo, que tinha 43 anos; a mãe, Lucília, com 41 anos; e os filhos António, com 11 anos, e o Diogo, com 3. Eles são pais e filhos mas pelas idades até lhes podíamos chamar primos!

Saíram de casa logo pela manhã, para aproveitarem bem o dia! Ao chegarem à bilheteira, viram que os preços dos bilhetes eram:

Preço do bilhete para um adulto – 9 euros;

Preço do bilhete para criança – 1/3 do bilhete de adulto;

O pai abriu a carteira e verificou que tinha apenas 20 euros. Fez as contas e viu que não tinha dinheiro suficiente para os bilhetes e portanto pediu dinheiro à mãe. Adivinhas quanto dinheiro pediu ele à mãe? Isso mesmo, 4 euros. É que ele precisava de 24 euros para poder pagar os bilhetes para toda a família!

Entraram no Jardim Zoológico. Tanta coisa para ver! Os Pais nem sabiam por onde começar a visita, mas o António pediu logo para ir ver os macacos, dos quais ele tanto gostava. Chegados à “Aldeia dos Macacos”, viram que em cada árvore estava uma família de macacos, constituída por um macaco grande (o pai), uma macaca grande (a mãe) e 3 crias pequeninas. Ao todo, António viu que eram 6 árvores. Nunca tinha visto tantos macacos juntos! Sabes quantos eram? Consegues descobrir? Trinta macacos, que grande macacada! Mas cada um no seu galho!

A família Santos continuou o seu passeio, recorrendo sempre ao mapa para se orientar. É que o Jardim Zoológico é muito grande e com imensas coisas para ver! Passaram perto da Baía dos Golfinhos, onde uma dúzia e meia de golfinhos fazia acrobacias para cerca de duas centenas de pessoas. Toda a gente gostou do espetáculo, e no final foram mais de 400 as mãos a bater palmas!

Ao final da manhã, já estavam cansados de tanto andarem pelo Jardim Zoológico. Precisavam todos de descansar um pouco! Decidiram fazer um piquenique.

-Tenho tanta fome que era capaz de comer 30 pães! - disse o Diogo, rindo-se.

A mãe tinha trazido imensas coisas na cesta. Começou por tirar da cesta uma toalha quadrada, enorme! Cada lado tinha 3 metros, por isso no total tinha 9 metros de área! Cabia lá uma montanha de comida! Os pais tinham preparado umas sandes de fiambre e queijo, um Bolo Mármore e salada de frutas para se refrescarem. Estava tudo delicioso!

O tempo que o piquenique durou permitiu que descansassem bastante. Tinham começado o piquenique às 15:30h e acabaram-no às 16:25h. Quanto tempo durou? Correto, 55 minutos! Foi mais que suficiente para recuperarem a energia! Já estavam outra vez cheios de energia para recomeçarem o seu passeio pelo Jardim Zoológico.

Repteis, bisontes, suricatas, serpentes, aves, leões, coalas, cangurus, impalas, flamingos hipopótamos, girafas, pandas, chitas…! Os animais do Jardim Zoológico pareciam nunca mais ter fim! E os espetáculos? Para além da Baía dos Golfinhos, a família Santos ainda conseguiu assistir ao espetáculo no Bosque encantado, que incluía as aves em voo livre e a apresentação de répteis. A apresentação dos répteis não entusiasmou lá muito o Diogo, que teve um pouco de medo, mas o voo das aves deliciou toda a família! Havia aves com 90 cm! E com voos a grande velocidade, parecia que iam a 100 km por hora! Já para não falar dos nomes esquisitos que as aves tinham! Querem saber? Ora vejam só: conure-da-patagónia, catatua-das-molucas, calau-trombeteiro, arara-nanica, cegonha-de-cabeça-de-martelo, Íbis-escarate, lório-vermelho, mutum-de-capacete… Enfim, eles nunca imaginaram que pudesse haver tatas aves tão diferentes e tão bonitas!

Outra das coisas de que o António mais gostou foi de andar no teleférico. Ele gostava muito de ver a paisagem dali de cima, com as pessoas tão pequeninas lá em baixo. E de ver todas as cabines tão sincronizadas a andar no ar. Reparou que havia 12 cabines e que cada uma tinha 3 pessoas lá dentro. Descobres quantas pessoas iam no teleférico ao mesmo tempo, no total das cabines? Certo, eram 36 pessoas! Tanta gente no ar!

Ao final do dia, as duas crianças da família Santos estavam exaustas mas muito felizes! E os seus pais também felizes por as verem tão satisfeitas! Aquele dia foi inesquecível para todos…

 

Família Mamede

 

Rodrigo Mamede